FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSIONISTAS DO MUNICÍPIO DE ENVIRA - FAPENV CONJUNTURA ECONÔMICA E FINANCEIRA 08/2026 Av. Getúlio Vargas 1151 – sala 1611 | Bairro: Menino Deus | CEP: 90150-005 | Porto Alegre/RS | Fone: (051) 3207.8059 INTRODUÇÃO Neste relatório disponibilizamos a cojuntura econômica financeira para a gestão financeira do RPPS, com dados relevantes ao mês. A EMPRESA tem como base o comprometimento, a ética profissional e a transparência na troca de informações com nossos clientes, ou seja, é a prestação de serviços de qualidade com o comprometimento das legislações vigentes. Nosso trabalho consiste em analisar os produtos que o investidor apresente, nos baseando em um processo eficiente e fundamentado, processo esse que ande junto com os objetivos do investidor. Junto a isto podemos emitir um parecer quanto às características e risco de cada produto. Com isso exposto, demostramos toda nossa transparência quanto às intituições financeiras e produtos por elas distribuídos, não nos permitindo a indicação de instituições financeiras. Relatório para uso exclusivo do RPPS, não sendo permitida a reprodução ou distribuição por este a qualquer pessoa ou instituição, sem a autorização da EMPRESA. As informações foram obtidas a partir de fontes públicas ou privadas consideradas confiáveis, cuja responsabilidade pela correção e veracidade não é assumida pela EMPRESA, observando-se a data que este relatório se refere. Abaixo apresentamos uma tabela onde informamos à rentabilidade em percentuais do mês, últimos seis meses e do ano. Também esta sendo demonstrado a rentabilidade em reais do mês e do ano. Ambas informações estão sendo utilizado a data-base do mês deste relatório. RENTABILIDADE Fundos de Investimento 08/2026 (%) Últimos 6 meses (%) No ano (%) 08/2026 (R$) ANO (R$) BB AUTOMÁTICO EMPRESA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES BB FLUXO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES PREVIDENCIÁRIO BB IMA-B RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB PERFIL RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BB PERFIL SOBERANO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BB RESP LIMITADA FIF MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO LP BRADESCO FEDERAL EXTRA RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI BRADESCO PODER PÚBLICO FIC RENDA FIXA CURTO PRAZO CAIXA BRASIL GESTÃO ESTRATÉGICA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA CAIXA BRASIL RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI LP 0,95% 1,02% 1,57% 1,15% 1,11% 1,09% 0,78% 1,07% 0,92% 1,01% 1,13% 6,08% 6,49% 3,65% 6,70% 7,07% 6,93% 5,91% 6,84% 5,88% 4,12% 7,08% 8,10% 8,65% 6,51% 9,04% 9,45% 7,92% 10,54% 9,12% 7,81% 7,18% 9,42% 1.864,88 2.064,63 65.130,20 45.583,08 16.579,32 94.192,51 17.252,55 43.265,70 28.445,13 5.126,03 41.489,17 140.039,30 133.868,45 318.552,08 215.306,16 130.526,26 461.927,70 307.183,45 202.735,70 286.227,14 34.213,43 319.829,53 Total: 360.993,20 2.550.409,20 O gráfico abaixo apresenta a rentabilidade dos fundos de investimento no mês de referência, evidenciando o desempenho individual de cada ativo no período. A visualização permite identificar a variação mensal dos resultados, conforme os fundos que compõem a carteira do RPPS. Rentabilidade da Carteira Mensal - 08/2026 BB AUTOMÁTICO EMPRESA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES BB FLUXO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES PREVIDENCIÁRIO BB IMA-B RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB PERFIL RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BB RESP LIMITADA FIF MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO LP 0,78 0,95 1,02 1,11 1,57 BRADESCO PODER PÚBLICO FIC RENDA FIXA CURTO PRAZO CAIXA BRASIL GESTÃO ESTRATÉGICA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA CAIXA BRASIL RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI LP BB IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB PERFIL SOBERANO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BRADESCO FEDERAL EXTRA RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI 0,92 1,01 1,13 1,15 1,09 1,07 0 1 2 O gráfico apresentado demonstra a rentabilidade acumulada dos fundos de investimento no ano corrente, permitindo o acompanhamento do desempenho dos ativos ao longo do período. A informação complementa a análise dos resultados, considerando a evolução da rentabilidade desde o início do exercício. Rentabilidade da Carteira Ano – Ano 2026 BB AUTOMÁTICO EMPRESA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES BB FLUXO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES PREVIDENCIÁRIO BB IMA-B RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB PERFIL RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BB RESP LIMITADA FIF MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO LP BRADESCO PODER PÚBLICO FIC RENDA FIXA CURTO PRAZO 6,51 8,10 8,65 9,45 10,54 7,81 CAIXA BRASIL GESTÃO ESTRATÉGICA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA CAIXA BRASIL RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI LP BB IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB PERFIL SOBERANO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BRADESCO FEDERAL EXTRA RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI 7,18 7,92 9,42 9,04 9,12 0 5 10 15 Enquadramento 5.272/2025 e suas alterações – Política de Investimento Enquadramento Valor Aplicado (R$) % Aplicado % Limite alvo % Limite Superior Status Classe FI 100% TP - Art. 7º, I - Classe FI 100% TP - Art. 7º, I Classe FI Renda Fixa - Art. 7º, V - Classe FI Renda Fixa - Art. 7º, V Classe FI Multimercado - Art. 10º, I - Classe FI Multimercado - Art. 10º, I 20.544.461,63 9.847.427,57 2.217.628,95 63,00% 30,20% 6,80% 99,50% - - 100,00% 35,00% 9,00% ENQUADRADO ENQUADRADO ENQUADRADO Total: 32.609.518,15 100,00% 99,50% Na tabela abaixo mostramos a composição da carteira por fundo de investimentos do RPPS no mês deste relatório, na sequencia uma tabela com a composição dos investimentos por benchmark e um gráfico com a porcentagem investida em cada fundo de investimento. Composição da Carteira 08/2026 R$ % BB AUTOMÁTICO EMPRESA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES 197.997,95 0,61 BB FLUXO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES PREVIDENCIÁRIO 205.129,14 0,63 BB IMA-B RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO 4.216.131,20 12,93 BB IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO 4.015.306,16 12,31 BB PERFIL RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP 1.512.339,23 4,64 BB PERFIL SOBERANO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP 8.761.927,70 26,87 BB RESP LIMITADA FIF MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO LP 2.217.628,95 6,80 BRADESCO FEDERAL EXTRA RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI 4.072.346,08 12,49 BRADESCO PODER PÚBLICO FIC RENDA FIXA CURTO PRAZO 3.184.007,36 9,76 CAIXA BRASIL GESTÃO ESTRATÉGICA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA 510.874,34 1,57 CAIXA BRASIL RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI LP 3.715.830,06 11,39 Total: 32.609.518,15 100,00 Disponibilidade em conta corrente: Montante total - Aplicações + Disponibilidade: 49.502,48 32.659.020,63 A composição por benchmark demonstra a distribuição dos recursos de acordo com os indexadores de referência dos investimentos. Essa segmentação permite identificar a exposição da carteira aos diferentes indicadores de mercado utilizados como base para os ativos investidos. Composição por segmento Benchmark % R$ Selic 0,61 197.997,95 CDI 65,78 21.451.579,56 IMA-B 12,93 4.216.131,20 IRF-M 1 12,31 4.015.306,16 Multimercado 6,80 2.217.628,95 IPCA 1,57 510.874,34 Total: 100,00 32.609.518,15 O gráfico apresentado ilustra a distribuição percentual da carteira entre os fundos de investimento, conforme os valores aplicados no período. A visualização permite melhor compreensão da representatividade de cada ativo na composição total da carteira. Composição da carteira - 08/2026 BB AUTOMÁTICO EMPRESA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES BB FLUXO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES PREVIDENCIÁRIO BB IMA-B RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB PERFIL RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BB PERFIL SOBERANO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BB RESP LIMITADA FIF MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO LP BRADESCO FEDERAL EXTRA RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI BRADESCO PODER PÚBLICO FIC RENDA FIXA CURTO PRAZO 00,,6611 00,,6633 4,64 6,80 12,93 12,31 12,49 9,76 26,87 CAIXA BRASIL GESTÃO ESTRATÉGICA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA CAIXA BRASIL RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI LP 11,,5577 11,39 0 10 20 30 Abaixo apresentamos uma tabela onde informamos o risco em percentuais do mês e do ano corrente, considerando a metodologia de Value at Risk (VaR), bem como o valor e percentual alocado em cada fundo de investimento. As informações permitem o acompanhamento da exposição ao risco dos investimentos no período analisado. Na página seguinte, demonstramos a carteira por grau de risco em forma de gráfico. Fundos de Investimentos RISCO VAR 95% - CDI 08/2026 Ano BB AUTOMÁTICO EMPRESA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES 0,01% 0,01% BB FLUXO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES PREVIDENCIÁRIO 0,01% 0,01% BB IMA-B RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO 1,36% 2,37% BB IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO 0,10% 0,21% BB PERFIL RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP 0,03% 0,02% BB PERFIL SOBERANO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP 0,00% 0,04% BB RESP LIMITADA FIF MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO LP 0,38% 0,87% BRADESCO FEDERAL EXTRA RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI 0,01% 0,01% BRADESCO PODER PÚBLICO FIC RENDA FIXA CURTO PRAZO 0,01% 0,01% CAIXA BRASIL GESTÃO ESTRATÉGICA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA 0,43% 1,56% CAIXA BRASIL RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI LP 0,02% 0,02% ALOCAÇÃO R$ % 197.997,95 0,61 205.129,14 0,63 4.216.131,20 12,93 4.015.306,16 12,31 1.512.339,23 4,64 8.761.927,70 26,87 2.217.628,95 6,80 4.072.346,08 12,49 3.184.007,36 9,76 510.874,34 1,57 3.715.830,06 11,39 Total: 32.609.518,15 100,00 % Alocado por Grau de Risco - 08/2026 MÉDIO/ ALTO - 12,93% BAIXO/ MÉDIO - 1,57% BAIXO - 85,50% O Gráfico acima se refere a exposição em risco da carteira de investimento do RPPS, ou seja, os percentuais demonstrados mostram o volume alocado em % exposto ao risco de mercado. Saliento que a medida esta sendo levando em consideração o cenário atual e as expectativas. A seguir mostraremos um comparativo em percentuais entre alguns benchmarks selecionados, a meta da Política de Investimento do período e a rentabilidade acumulada atingida, mês a mês pelo RPPS. Benchmarks IMA Geral IMA B IRF-M 1 Ibovespa IPCA + 6,00% ENVIRA - FAPENV 01/2026 1,31% 1,00% 1,20% 12,56% 0,82% 1,25% 02/2026 1,18% 1,79% 1,02% 4,09% 1,19% 1,24% 03/2026 0,55% 0,17% 1,02% -0,70% 1,37% 0,87% 04/2026 1,34% 1,81% 0,99% -0,08% 1,16% 1,14% 05/2026 0,81% 0,31% 1,07% -7,22% 1,07% 0,95% 06/2026 0,51% -1,04% 1,14% -1,01% 0,65% 0,78% 07/2026 1,07% 0,97% 1,26% 3,47% 0,56% 1,17% 08/2026 1,20% 1,58% 1,17% -0,33% 0,17% 1,12% O gráfico abaixo apresenta a evolução patrimonial do RPPS nos últimos 12 meses, considerando o valor total dos recursos investidos. A informação permite acompanhar a variação do patrimônio ao longo do tempo. 33,000,000 Evolução Patrimonial ENVIRA - FAPENV 32,000,000 31,000,000 30,000,000 29,000,000 28,000,000 27,000,000 26,000,000 25,000,000 Período O gráfico demonstra a distribuição dos recursos por instituição financeira, conforme os valores aplicados em cada entidade. A apresentação permite visualizar a concentração dos investimentos por instituição no período. R$ Por instituição Financeira BB BRADESCO CEF 7.256.353,44 4.226.704,40 21.126.460,33 0 5,000,000 10,000,000 15,000,000 20,000,000 25,000,000 O gráfico apresenta a distribuição dos recursos entre os segmentos de renda fixa e renda variável, conforme a composição da carteira no período analisado. A informação permite identificar a alocação dos investimentos por classe de ativos. Renda Fixa x Renda Variável Renda Fixa Renda Variável 22..22177..662288,,9955 30.391.889,22 0 10,000,000 20,000,000 30,000,000 40,000,000 RESUMO MERCADO X CARTEIRA DE INVESTIMENTO O cenário macroeconômico se tornou mais desafiador ao longo de agosto, tanto pelo ambiente externo quanto pela evolução da atividade doméstica. Nos Estados Unidos, a combinação entre demanda privada ainda resiliente, inflação persistentemente acima da meta, condições financeiras pouco restritivas e renovação dos choques de oferta levou a uma revisão relevante das expectativas para a política monetária americana — fatores que ganharam ainda mais peso com a postura mais dura (hawkish) adotada por Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve. No Brasil, a composição do PIB do segundo trimestre de 2026 reforçou os sinais de perda de dinamismo dos componentes mais cíclicos, com destaque para a retração do consumo das famílias, levando a revisões nas projeções de crescimento para 1,7% em 2026 e 1,3% em 2027 (ante 1,5% anteriormente). A combinação entre condições financeiras externas mais restritivas, menor contribuição do crédito e desaceleração da demanda doméstica aponta para um cenário de crescimento mais fraco, enquanto a persistência dos choques de oferta mantém o balanço de riscos para a inflação ainda inclinado para cima. Cenário internacional Nos Estados Unidos, os dados de inflação referentes a julho vieram em linha com as expectativas: o CPI ficou em 0,1% M/M no índice cheio e 0,2% M/M no núcleo, enquanto o deflator do PCE registrou 0,2% M/M tanto no índice cheio quanto no núcleo. Na comparação anual, os núcleos seguiram praticamente estáveis, em 2,5% para o CPI e 3,3% para o PCE. Diversos membros do FOMC sinalizaram insatisfação com o ritmo de convergência da inflação para a meta de 2% — posição reforçada por Kevin Warsh no Simpósio de Jackson Hole, o que levou o mercado a elevar a probabilidade de alta de juros na reunião de setembro de cerca de 35% para em torno de 65%. O discurso de Warsh sugere um viés de alta relevante para a taxa de juros americana: o presidente do Fed afirmou que o mercado de trabalho está em equilíbrio, que as condições financeiras seguem frouxas e que gostaria de ver a inflação convergindo para a meta de forma clara e com velocidade — combinação que, na leitura de mercado, é claramente altista para os juros. Ainda que não haja convicção de que a alta ocorrerá já na próxima reunião, esse viés tende a se materializar ainda este ano. Na Europa, os dados seguem indicando uma economia firme, com as projeções de crescimento para o ano revisadas para cima. Os riscos, no entanto, permanecem: além do custo mais elevado de energia em razão do conflito no Oriente Médio, o nível dos rios e os reservatórios de gás podem pressionar a inflação e reduzir o crescimento adiante. O BCE mantém postura de vigilância, e o mercado já projeta nova alta de juros em setembro. Na China, a dinâmica segue dual: os setores ligados às exportações apresentam melhor desempenho, enquanto os dependentes da demanda interna seguem mais fracos. Como o motor externo permanece resiliente e o PIB está dentro da faixa da meta de crescimento do ano, ainda não há urgência por novos estímulos por parte do governo chinês. Cenário doméstico No Brasil, acumulam-se dados de atividade econômica sugerindo que a desaceleração está em curso, mais recentemente também refletida no mercado de trabalho. Ainda que a parcela da inflação mais atrelada ao ciclo econômico esteja pressionada, a piora da atividade — em especial do mercado de trabalho — sugere que essa componente pode arrefecer adiante. Nesse sentido, a deterioração da atividade abre espaço para que a taxa Selic em 2027 seja substancialmente mais baixa do que a verificada em 2026 e do que atualmente precificada pelo mercado. Por outro lado, a combinação entre o ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos e a trajetória de queda da Selic no Brasil reduz de forma expressiva o diferencial de juros — variável-chave para a determinação da taxa de câmbio. No campo da inflação, houve alguma melhora: o índice geral e os núcleos desaceleraram, mas os serviços ainda preocupam, e as expectativas seguem acima da meta e em trajetória de alta, sobretudo para os horizontes de 2027 e 2028. Com a inflação ainda fora da meta, o Banco Central mantém postura cautelosa, o que segue limitando o otimismo em relação aos ativos domésticos. Novos cortes de juros devem depender do comportamento do câmbio, das expectativas de inflação, de sinais mais claros de desaceleração da economia e do cenário externo — mesmo com espaço para ajustes adiante, a Selic deve permanecer em patamar elevado por um período prolongado. Indicadores de inflação O IPCA recuou 0,32% em agosto, registrando a maior deflação mensal em quatro anos, puxada principalmente pela queda nos preços de energia elétrica. Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central — desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, equivalente a um intervalo entre 1,5% e 4,5%. O INPC também recuou 0,32% no mês, com o grupo de habitação como principal responsável pela queda do índice. Fiscal e cenário eleitoral A ausência de estabilização da dívida pública mantém o prêmio de risco fiscal elevado. A Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 reforçou essa leitura negativa: o orçamento combina premissas macroeconômicas otimistas com um superávit primário cheio de apenas 0,13% do PIB, enquanto o cumprimento formal da meta de 0,5% depende da exclusão de R$ 64,7 bilhões em despesas. O resultado segue insuficiente para estabilizar a dívida, sobretudo diante do elevado custo de juros e da rigidez das despesas obrigatórias. No cenário eleitoral, Lula e Flávio Bolsonaro seguem como cenário-base para o segundo turno, com a disputa em empate técnico dentro da margem de erro e elevado grau de rejeição a ambos os campos. A combinação entre corrida acirrada, incerteza fiscal e ausência de uma terceira via competitiva deve manter elevado o prêmio de risco eleitoral sobre câmbio e juros nos próximos meses. COMENTÁRIO DO ECONOMISTA: Agosto reforçou um cenário de maior complexidade: no exterior, a postura mais dura do Fed eleva o risco de juros americanos mais altos por mais tempo; no Brasil, a desaceleração da atividade — especialmente do mercado de trabalho — abre espaço para uma Selic estruturalmente mais baixa em 2027, mas o curto prazo ainda exige cautela diante da inflação de serviços resistente, das expectativas desancoradas e do elevado prêmio de risco fiscal e eleitoral. Diante desse cenário, mantemos recomendação concentrada em ativos de menor volatilidade, com destaque para as estratégias referenciadas DI e para os títulos de curto prazo. Os títulos indexados à inflação de prazos mais longos, que já apresentaram recuperação relevante em agosto, seguem representando oportunidade, mas a exposição deve continuar sendo conduzida de forma gradual e compatível com o perfil de risco de cada RPPS — uma alocação mais estrutural nessa classe depende da confirmação de sinais mais consistentes de desaceleração da inflação e de maior clareza no quadro fiscal e eleitoral. Na renda variável, mantemos visão construtiva para o médio e longo prazo, com recomendação de seletividade e gestão ativa diante das incertezas ainda presentes no cenário doméstico e internacional. De forma geral, o ambiente segue exigindo disciplina, diversificação e planejamento de longo prazo, com atenção redobrada aos desdobramentos da política monetária americana, do quadro fiscal brasileiro e do calendário eleitoral nos próximos meses. Composição por segmento Benchmark R$ % Selic 197.997,95 0,61 CDI 21.451.579,56 65,78 IMA-B 4.216.131,20 12,93 IRF-M 1 4.015.306,16 12,31 Multimercado 2.217.628,95 6,80 IPCA 510.874,34 1,57 Total: 32.609.518,15 100,00 Abaixo podemos verificar, referente ao mês de agosto, a rentabilidade acumulada em reais e percentual para o exercício. Finalizando o mês conseguimos visualizar uma comparação com a meta da política de investimento para o mesmo período, conforme segue: MÊS BASE 08/2026 RENTABILIDADE ACUMULADA R$ % R$ 2.550.409,20 8,8396% META IPCA + 6,00% 7,19 % % da Meta 122,94% Referência Gestão e Risco