FUNDO DE APOSENTADORIA E PENSIONISTAS DO MUNICÍPIO DE ENVIRA - FAPENV CONJUNTURA ECONÔMICA E FINANCEIRA 06/2026 Av. Getúlio Vargas 1151 – sala 1611 | Bairro: Menino Deus | CEP: 90150-005 | Porto Alegre/RS | Fone: (051) 3207.8059 INTRODUÇÃO Neste relatório disponibilizamos a cojuntura econômica financeira para a gestão financeira do RPPS, com dados relevantes ao mês. A EMPRESA tem como base o comprometimento, a ética profissional e a transparência na troca de informações com nossos clientes, ou seja, é a prestação de serviços de qualidade com o comprometimento das legislações vigentes. Nosso trabalho consiste em analisar os produtos que o investidor apresente, nos baseando em um processo eficiente e fundamentado, processo esse que ande junto com os objetivos do investidor. Junto a isto podemos emitir um parecer quanto às características e risco de cada produto. Com isso exposto, demostramos toda nossa transparência quanto às intituições financeiras e produtos por elas distribuídos, não nos permitindo a indicação de instituições financeiras. Relatório para uso exclusivo do RPPS, não sendo permitida a reprodução ou distribuição por este a qualquer pessoa ou instituição, sem a autorização da EMPRESA. As informações foram obtidas a partir de fontes públicas ou privadas consideradas confiáveis, cuja responsabilidade pela correção e veracidade não é assumida pela EMPRESA, observando-se a data que este relatório se refere. Abaixo apresentamos uma tabela onde informamos à rentabilidade em percentuais do mês, últimos seis meses e do ano. Também esta sendo demonstrado a rentabilidade em reais do mês e do ano. Ambas informações estão sendo utilizado a data-base do mês deste relatório. RENTABILIDADE Fundos de Investimento 06/2026 (%) Últimos 6 meses (%) No ano (%) 06/2026 (R$) ANO (R$) BB AUTOMÁTICO EMPRESA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES BB FLUXO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES PREVIDENCIÁRIO BB IMA-B RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB PERFIL RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BB PERFIL SOBERANO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BB RESP LIMITADA FIF MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO LP BRADESCO FEDERAL EXTRA RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI BRADESCO PODER PÚBLICO FIC RENDA FIXA CURTO PRAZO CAIXA BRASIL GESTÃO ESTRATÉGICA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA CAIXA BRASIL RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI LP 0,97% 1,03% -1,08% 1,11% 1,15% 1,10% 0,92% 1,09% 0,95% 0,37% 1,14% 6,12% 6,52% 4,26% 6,63% 7,10% 5,50% 8,61% 6,86% 5,89% 5,10% 7,07% 5,97% 6,36% 3,89% 6,47% 6,92% 5,50% 8,28% 6,69% 5,74% 4,87% 6,89% 1.863,44 2.053,40 -44.857,68 42.890,82 16.790,45 93.255,08 19.806,32 42.906,56 24.544,39 1.826,31 41.007,04 136.125,93 129.546,99 214.913,84 120.658,81 95.615,04 265.014,19 261.809,63 112.113,78 228.519,65 23.233,87 234.040,26 Total: 242.086,15 1.821.591,98 O gráfico abaixo apresenta a rentabilidade dos fundos de investimento no mês de referência, evidenciando o desempenho individual de cada ativo no período. A visualização permite identificar a variação mensal dos resultados, conforme os fundos que compõem a carteira do RPPS. Rentabilidade da Carteira Mensal - 06/2026 BB AUTOMÁTICO EMPRESA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES BB FLUXO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES PREVIDENCIÁRIO BB IMA-B RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB PERFIL RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BB RESP LIMITADA FIF MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO LP BRADESCO PODER PÚBLICO FIC RENDA FIXA CURTO PRAZO CAIXA BRASIL GESTÃO ESTRATÉGICA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA CAIXA BRASIL RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI LP BB IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB PERFIL SOBERANO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BRADESCO FEDERAL EXTRA RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI -1,08 0,37 0,97 1,03 1,15 0,92 0,95 1,14 1,11 1,10 1,09 -2 0 2 O gráfico apresentado demonstra a rentabilidade acumulada dos fundos de investimento no ano corrente, permitindo o acompanhamento do desempenho dos ativos ao longo do período. A informação complementa a análise dos resultados, considerando a evolução da rentabilidade desde o início do exercício. Rentabilidade da Carteira Ano – Ano 2026 BB AUTOMÁTICO EMPRESA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES BB FLUXO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES PREVIDENCIÁRIO BB IMA-B RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB PERFIL RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BB RESP LIMITADA FIF MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO LP BRADESCO PODER PÚBLICO FIC RENDA FIXA CURTO PRAZO CAIXA BRASIL GESTÃO ESTRATÉGICA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA CAIXA BRASIL RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI LP BB IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO 3,89 4,87 5,97 6,36 6,92 5,74 6,89 6,47 8,28 BB PERFIL SOBERANO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BRADESCO FEDERAL EXTRA RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI 5,50 6,69 0 5 10 Enquadramento 5.272/2025 e suas alterações – Política de Investimento Enquadramento Valor Aplicado (R$) % Aplicado % Limite alvo % Limite Superior Status Classe FI 100% TP - Art. 7º, I - Classe FI 100% TP - Art. 7º, I Classe FI Renda Fixa - Art. 7º, V - Classe FI Renda Fixa - Art. 7º, V Classe FI Multimercado - Art. 10º, I - Classe FI Multimercado - Art. 10º, I 19.455.098,85 9.614.854,01 2.172.255,12 62,27% 30,78% 6,95% 99,50% - - 100,00% 35,00% 9,00% ENQUADRADO ENQUADRADO ENQUADRADO Total: 31.242.207,99 100,00% 99,50% Na tabela abaixo mostramos a composição da carteira por fundo de investimentos do RPPS no mês deste relatório, na sequencia uma tabela com a composição dos investimentos por benchmark e um gráfico com a porcentagem investida em cada fundo de investimento. Composição da Carteira 06/2026 R$ % BB AUTOMÁTICO EMPRESA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES 194.084,57 0,62 BB FLUXO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES PREVIDENCIÁRIO 200.807,67 0,64 BB IMA-B RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO 4.112.492,96 13,16 BB IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO 3.920.658,81 12,55 BB PERFIL RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP 1.477.428,01 4,73 BB PERFIL SOBERANO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP 8.565.014,19 27,41 BB RESP LIMITADA FIF MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO LP 2.172.255,12 6,95 BRADESCO FEDERAL EXTRA RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI 3.981.724,16 12,74 BRADESCO PODER PÚBLICO FIC RENDA FIXA CURTO PRAZO 2.487.806,92 7,96 CAIXA BRASIL GESTÃO ESTRATÉGICA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA 499.894,77 1,60 CAIXA BRASIL RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI LP 3.630.040,79 11,62 Total: 31.242.207,98 100,00 Disponibilidade em conta corrente: Montante total - Aplicações + Disponibilidade: 8.771,74 31.250.979,72 A composição por benchmark demonstra a distribuição dos recursos de acordo com os indexadores de referência dos investimentos. Essa segmentação permite identificar a exposição da carteira aos diferentes indicadores de mercado utilizados como base para os ativos investidos. Composição por segmento Benchmark % R$ Selic 0,62 194.084,57 CDI 65,11 20.342.821,75 IMA-B 13,16 4.112.492,96 IRF-M 1 12,55 3.920.658,81 Multimercado 6,95 2.172.255,12 IPCA 1,60 499.894,77 Total: 100,00 31.242.207,98 O gráfico apresentado ilustra a distribuição percentual da carteira entre os fundos de investimento, conforme os valores aplicados no período. A visualização permite melhor compreensão da representatividade de cada ativo na composição total da carteira. Composição da carteira - 06/2026 BB AUTOMÁTICO EMPRESA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES BB FLUXO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES PREVIDENCIÁRIO BB IMA-B RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO BB PERFIL RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BB PERFIL SOBERANO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP BB RESP LIMITADA FIF MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO LP BRADESCO FEDERAL EXTRA RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI BRADESCO PODER PÚBLICO FIC RENDA FIXA CURTO PRAZO 00,,6622 00,,6644 4,73 6,95 7,96 13,16 12,55 12,74 27,41 CAIXA BRASIL GESTÃO ESTRATÉGICA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA CAIXA BRASIL RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI LP 11,,6600 11,62 0 10 20 30 Abaixo apresentamos uma tabela onde informamos o risco em percentuais do mês e do ano corrente, considerando a metodologia de Value at Risk (VaR), bem como o valor e percentual alocado em cada fundo de investimento. As informações permitem o acompanhamento da exposição ao risco dos investimentos no período analisado. Na página seguinte, demonstramos a carteira por grau de risco em forma de gráfico. Fundos de Investimentos RISCO VAR 95% - CDI 06/2026 Ano BB AUTOMÁTICO EMPRESA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES 0,00% 0,01% BB FLUXO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA SIMPLES PREVIDENCIÁRIO 0,00% 0,01% BB IMA-B RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO 3,50% 2,55% BB IRF-M 1 TÍTULOS PÚBLICOS RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO 0,18% 0,22% BB PERFIL RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP 0,02% 0,02% BB PERFIL SOBERANO RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA REFERENCIADO DI PREVIDENCIÁRIO LP 0,00% 0,04% BB RESP LIMITADA FIF MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO LP 0,21% 0,98% BRADESCO FEDERAL EXTRA RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI 0,01% 0,01% BRADESCO PODER PÚBLICO FIC RENDA FIXA CURTO PRAZO 0,01% 0,01% CAIXA BRASIL GESTÃO ESTRATÉGICA RESP LIMITADA FIF CIC RENDA FIXA 1,80% 1,78% CAIXA BRASIL RESP LIMITADA FIF RENDA FIXA REFERENCIADO DI LP 0,02% 0,03% ALOCAÇÃO R$ % 194.084,57 0,62 200.807,67 0,64 4.112.492,96 13,16 3.920.658,81 12,55 1.477.428,01 4,73 8.565.014,19 27,41 2.172.255,12 6,95 3.981.724,16 12,74 2.487.806,92 7,96 499.894,77 1,60 3.630.040,79 11,62 Total: 31.242.207,98 100,00 % Alocado por Grau de Risco - 06/2026 MÉDIO/ ALTO - 13,16% BAIXO/ MÉDIO - 1,60% BAIXO - 85,24% O Gráfico acima se refere a exposição em risco da carteira de investimento do RPPS, ou seja, os percentuais demonstrados mostram o volume alocado em % exposto ao risco de mercado. Saliento que a medida esta sendo levando em consideração o cenário atual e as expectativas. A seguir mostraremos um comparativo em percentuais entre alguns benchmarks selecionados, a meta da Política de Investimento do período e a rentabilidade acumulada atingida, mês a mês pelo RPPS. Benchmarks IMA Geral IMA B IRF-M 1 Ibovespa IPCA + 6,00% ENVIRA - FAPENV 01/2026 1,31% 1,00% 1,20% 12,56% 0,82% 1,25% 02/2026 1,18% 1,79% 1,02% 4,09% 1,19% 1,24% 03/2026 0,55% 0,17% 1,02% -0,70% 1,37% 0,87% 04/2026 1,34% 1,81% 0,99% -0,08% 1,16% 1,14% 05/2026 0,43% 0,05% 0,60% -2,55% 1,07% 0,95% 06/2026 -0,43% -2,20% 0,48% -1,15% 0,65% 0,78% O gráfico abaixo apresenta a evolução patrimonial do RPPS nos últimos 12 meses, considerando o valor total dos recursos investidos. A informação permite acompanhar a variação do patrimônio ao longo do tempo. 31,500,000 Evolução Patrimonial ENVIRA - FAPENV 31,000,000 30,500,000 30,000,000 29,500,000 29,000,000 28,500,000 28,000,000 27,500,000 27,000,000 26,500,000 26,000,000 25,500,000 25,000,000 24,500,000 Período O gráfico demonstra a distribuição dos recursos por instituição financeira, conforme os valores aplicados em cada entidade. A apresentação permite visualizar a concentração dos investimentos por instituição no período. R$ Por instituição Financeira BB BRADESCO CEF 6.469.531,08 44..112299..993355,,5566 20.642.741,33 0 5,000,000 10,000,000 15,000,000 20,000,000 25,000,000 O gráfico apresenta a distribuição dos recursos entre os segmentos de renda fixa e renda variável, conforme a composição da carteira no período analisado. A informação permite identificar a alocação dos investimentos por classe de ativos. Renda Fixa x Renda Variável Renda Fixa Renda Variável 22..117722..225555,,122 29.069.952,85 0 5,000,000 10,000,000 15,000,000 20,000,000 25,000,000 30,000,000 RESUMO MERCADO X CARTEIRA DE INVESTIMENTO O encerramento do primeiro semestre de 2026 foi marcado pela redução das tensões geopolíticas que dominaram os mercados ao longo dos últimos meses. O acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, ainda que sustentado por bases frágeis, permitiu a retomada gradual do fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz, reduzindo significativamente os prêmios de risco incorporados aos preços das commodities. O petróleo Brent devolveu boa parte da valorização observada durante o conflito, voltando a negociar próximo de US$ 70 por barril, movimento que também foi acompanhado por recuos no ouro e em outras commodities agrícolas e metálicas. Esse cenário contribuiu para aliviar, ao menos parcialmente, as preocupações com a inflação global. Nos Estados Unidos, a primeira reunião do Federal Reserve sob a presidência de Kevin Warsh manteve a taxa de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano. Entretanto, mais importante do que a decisão foi a mudança no tom da comunicação da autoridade monetária. O Fed passou a adotar uma postura mais dependente da evolução dos dados econômicos, retirando sinalizações explícitas sobre os próximos passos da política monetária. Ao mesmo tempo, revisou para cima suas projeções de inflação e de juros para os próximos anos, refletindo uma percepção de que o processo de convergência da inflação poderá ser mais lento do que o esperado. Como consequência, o mercado passou a reduzir as expectativas de cortes adicionais de juros no curto prazo. Na Zona do Euro, o Banco Central Europeu promoveu a primeira elevação das taxas de juros desde 2023, motivado principalmente pela aceleração da inflação decorrente dos custos de energia. Embora a atividade econômica permaneça em ritmo moderado, o aumento das pressões inflacionárias levou a autoridade monetária a revisar para cima suas projeções de inflação e a reforçar um discurso mais cauteloso quanto aos próximos passos da política monetária. Na China, a economia continuou apresentando sinais mistos. Os indicadores de atividade voltaram a mostrar expansão na indústria e no setor de serviços, porém a demanda doméstica permanece relativamente fraca, limitando a recuperação do consumo e mantendo a expectativa de novos estímulos por parte do governo. Ao mesmo tempo, a redução das tensões comerciais entre China e Estados Unidos contribuiu para uma melhora marginal do ambiente internacional. No Brasil, junho foi novamente um mês desafiador para os ativos de maior risco. O Ibovespa registrou sua quarta queda mensal consecutiva, refletindo principalmente a continuidade da saída de capital estrangeiro e o redirecionamento dos investimentos para mercados desenvolvidos, especialmente para empresas ligadas aos setores de tecnologia e inteligência artificial. O real também apresentou desvalorização frente ao dólar, enquanto os ativos de crédito privado continuaram demonstrando bom desempenho, beneficiados pela compressão dos spreads e pelo fluxo consistente de recursos para estratégias atreladas ao CDI. No campo da política monetária, o Comitê de Política Monetária (Copom) realizou o terceiro corte consecutivo da taxa Selic, reduzindo-a de 14,50% para 14,25% ao ano. Apesar da continuidade do ciclo de flexibilização, o comunicado manteve tom cauteloso, destacando que os próximos passos dependerão da evolução da inflação, da atividade econômica e das expectativas do mercado. O Banco Central reconheceu que a inflação permanece acima do objetivo de longo prazo e que o ambiente fiscal continua exigindo atenção. O cenário fiscal, por sua vez, permaneceu como um dos principais fatores de preocupação. O déficit primário continuou elevado e a trajetória da dívida pública seguiu ascendente, reforçando a percepção de que o equilíbrio das contas públicas continuará sendo determinante para a evolução dos juros e para o comportamento dos ativos financeiros ao longo do segundo semestre, especialmente em um contexto de aproximação do calendário eleitoral. Em relação à inflação, os números de junho trouxeram sinais mais favoráveis. O IPCA registrou alta de 0,16%, acumulando 3,36% no ano e 4,64% em doze meses, resultado beneficiado principalmente pela queda dos preços dos alimentos e pela redução dos custos da energia elétrica residencial. O INPC apresentou variação de 0,14% no mês, acumulando 3,51% no ano e 4,33% nos últimos doze meses. Apesar da desaceleração, a inflação permanece acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, exigindo cautela por parte da política monetária. Na renda variável, o Ibovespa encerrou junho com queda de 1,01%, acumulando o quarto mês consecutivo de retração. Ainda assim, manteve desempenho positivo no primeiro semestre, com alta de 6,76%. O principal fator para esse comportamento continuou sendo a redução da participação do investidor estrangeiro no mercado brasileiro, ao mesmo tempo em que as bolsas norte-americanas renovaram máximas históricas impulsionadas pelo desempenho das empresas de tecnologia e inteligência artificial. Na renda fixa, o comportamento dos índices voltou a refletir a elevada sensibilidade das curvas de juros às expectativas econômicas. A redução das tensões geopolíticas trouxe algum alívio para as perspectivas de inflação global, porém a postura mais conservadora adotada pelos principais bancos centrais e as incertezas fiscais domésticas continuaram limitando o desempenho dos títulos de maior duration. Os ativos de curto prazo permaneceram favorecidos pelo elevado patamar da taxa Selic, com o CDI registrando rentabilidade de 1,12% no mês. Já os títulos indexados à inflação de longo prazo voltaram a apresentar maior volatilidade, refletindo a reprecificação das expectativas para juros e inflação. O primeiro semestre de 2026 demonstrou, mais uma vez, que os mercados permanecem altamente sensíveis aos desdobramentos da política monetária, da geopolítica e do cenário fiscal. Para os RPPS, esse ambiente reforça a importância de manter uma estratégia baseada na cautela e no alinhamento entre os investimentos e as necessidades atuariais. Embora oportunidades continuem surgindo em diferentes classes de ativos, a disciplina na gestão de riscos permanece sendo o principal instrumento para garantir a sustentabilidade das carteiras no longo prazo. COMENTÁRIO DO ECONOMISTA: O cenário internacional iniciou o segundo semestre com redução parcial das tensões geopolíticas, contribuindo para aliviar parte dos prêmios de risco observados ao longo dos últimos meses. Ainda assim, a inflação permanece acima das metas em diversas economias e a postura mais cautelosa adotada pelos principais bancos centrais, especialmente pelo Federal Reserve, mantém elevada a incerteza quanto à trajetória futura dos juros globais. Esse ambiente continua exigindo atenção, principalmente diante dos impactos que eventuais mudanças na política monetária podem provocar sobre os fluxos de capital e os mercados emergentes. No Brasil, embora os últimos indicadores de inflação tenham mostrado sinais de desaceleração, as expectativas permanecem acima da meta e o cenário fiscal continua sendo um importante fator de preocupação. Em junho, o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, mas reforçou que as próximas decisões dependerão da evolução dos dados econômicos. Nesse contexto, nosso cenário-base continua sendo de manutenção dos juros em patamar elevado ao longo de 2026, com eventuais cortes adicionais ocorrendo de forma bastante gradual. O diferencial de juros entre Brasil e economias desenvolvidas segue favorecendo os ativos domésticos e oferecendo suporte ao real. Contudo, o avanço do calendário eleitoral, aliado às discussões fiscais e à maior sensibilidade dos investidores ao cenário político, tende a aumentar a volatilidade dos mercados ao longo do segundo semestre. Diante desse contexto, entendemos que o início da segunda metade do ano continua exigindo disciplina, seletividade e adequada gestão de riscos. Mantemos uma estratégia voltada à preservação do patrimônio, privilegiando a renda fixa doméstica, especialmente ativos de curto e médio prazo, bem como títulos indexados à inflação, sempre observando a relação entre risco, retorno e aderência às necessidades atuariais dos RPPS. Dessa forma, a recomendação permanece concentrada em ativos de menor volatilidade. O elevado patamar da Selic continua proporcionando uma atrativa relação risco-retorno, ao mesmo tempo em que uma postura mais conservadora contribui para preservar o patrimônio diante das oscilações do cenário econômico, fiscal e político. Para perfis mais conservadores, permanecem como destaque as estratégias referenciadas DI e os ativos de curto prazo, como aqueles vinculados ao IRF-M1. Em relação aos títulos indexados à inflação e aos prefixados de prazos mais longos, entendemos que continuam existindo oportunidades, principalmente em momentos de fechamento da curva de juros. Entretanto, a exposição deve ocorrer de forma gradual, criteriosa e compatível com o perfil de risco do RPPS, evitando movimentos abruptos de realocação em um ambiente que ainda inspira cautela. Na renda variável, embora mantenhamos uma visão construtiva para o médio e longo prazo, o atual contexto recomenda seletividade. As incertezas relacionadas ao cenário internacional, somadas ao avanço do calendário eleitoral brasileiro, podem continuar provocando oscilações relevantes nos mercados. Assim, a exposição deve ser conduzida de forma diversificada e compatível com os limites estabelecidos na Política de Investimentos. Para os RPPS que optarem por investir nesse segmento, a gestão ativa permanece sendo uma importante ferramenta para mitigar riscos e ajustar as posições ao longo do ciclo econômico. Destaca-se, ainda, que a Resolução CMN nº 5.272/2025 reforçou o papel da governança na gestão dos investimentos, vinculando determinadas possibilidades de alocação ao nível de certificação institucional (Pró-Gestão). Dessa forma, o enquadramento do RPPS deve continuar sendo observado previamente à realização de novos aportes. De forma geral, o cenário continua oferecendo oportunidades, porém em um ambiente que exige prudência, planejamento e visão de longo prazo. Composição por segmento Benchmark R$ % Selic 194.084,57 0,62 CDI 20.342.821,75 65,11 IMA-B 4.112.492,96 13,16 IRF-M 1 3.920.658,81 12,55 Multimercado 2.172.255,12 6,95 IPCA 499.894,77 1,60 Total: 31.242.207,98 100,00 Abaixo podemos verificar, referente ao mês de junho, a rentabilidade acumulada em reais e percentual para o exercício. Finalizando o mês conseguimos visualizar uma comparação com a meta da política de investimento para o mesmo período, conforme segue: MÊS BASE 06/2026 RENTABILIDADE ACUMULADA R$ % R$ 1.821.591,98 6,3941% META IPCA + 6,00% 6,42 % % da Meta 99,59% Referência Gestão e Risco